Interessado em automatizar o seu 
restaurante? Quer saber quais passos seguir 
para fazer a automação de seu estabelecimento? 
Ou deseja conferir se seguiu as etapas corretamente? Confira nesta matéria as dicas de profissionais especializados na implantação de softwares






Sergio acredita que o primeiro deles é verificar com restaurantes já automatizados o funcionamento da casa e conferir com o proprietário se realmente está satisfeito com o sistema. A pesquisa pela Internet é um meio rápido, mas é necessário ter o cuidado de verificar a lista de clientes da empresa e entrar em contato com cada um deles. “Outra maneira é solicitar uma demonstração do software e a instalação do mesmo em um computador do restaurante durante um período, para a verificação do funcionamento e sua praticidade”, ensina. 

TRÊS ETAPAS PARA AUTOMATIZAR

1) Planejamento –
Etapa onde se estabelecem os objetivos pretendidos com a automação comercial, assim como as metas de trabalho. “Deve-se escolher para tal um profissional que ficará responsável pelo processo de automação e que tenha conhecimento profundo do negócio e de todos os processos internos da empresa e das peculiaridades do segmento de restaurantes”, argumenta Salgado. Minuciosamente é preciso identificar todos os processos internos do restaurante, como cozinha, estoque, salão e, inclusive, os setores administrativo e financeiro. Identificar os processos que geram perdas, demoras no atendimento e as mudanças em decorrência da legislação fiscal advindas da implementação do equipamento de Emissor de Cupom Fiscal (ECF)etc. Vale salientar que nesta etapa se define a compra do software e, de acordo com esta escolha, os equipamentos e a empresa que irá fornecê-los. 
2) Preparação – Nesse ponto são adquiridos
utomatizar um restaurante não é uma tarefa que se executa da noite para o dia. E também não existe
uma única solução disponível no mercado. Quem alerta é o sócio da Doctor Computer, Luiz Carlos Guimarães Salgado. Ele explica que a automatização é um ingrediente fundamental para os restaurantes que buscam melhorar e agilizar o atendimento ao público, obter melhores controles, reduzir custos operacionais, alcançar maior eficácia na administração e aumentar os lucros. Conforme Salgado, tomada a decisão de automatizar, o próximo passo é consultar empresas idôneas, especializadas em automação no segmento de restaurantes, para realizar uma visita ao estabelecimento e elaborar propostas de automação. “Com tais projetos elaborados, os proprietários devem agendar com as empresas a demonstração dos softwares com todas as suas funcionalidades e detalhamento das implantações”. Para o sócio-proprietário da INFO COOK , Sergio Pchevuzinske, equipamentos como computadores, microterminais e/ou radiocomandas e impressoras remotas para
 

cozinha, bar e caixas são primordiais para a automação de um restaurante. Entretanto, salienta a importância de se ter um software que gerencie com segurança e perfeição estes equipamentos e que, sobretudo, seja de fácil operação para os funcionários da casa. Ele observa que há várias marcas de equipamentos e softwares no mercado de automação de restaurantes, mas faz uma ressalva: os equipamentos e o software precisam ser de alta confiabilidade para que o proprietário não fique “na mão” após a implantação.
Então, quais os passos que o dono deve seguir ao optar pela automação de seu estabelecimento comercial?






trabalham com automação comercial, existe todo um procedimento de responsabilidades que envolve o fornecedor de software, o fornecedor do Emissor de Cupom Fiscal (ECF) e o dono do estabelecimento perante às secretarias da Fazenda, o que torna bastante improvável a utilização de um modelo pirata. Salgado comenta que a melhor maneira de evitar comprar “gato por lebre” é sempre solicitar do representante uma demonstração das funcionalidades do programa e ter um calendário de pagamento que se completa, conforme as implementações. Sergio admite que a tentativa de pirataria sempre existe. “No nosso caso, o software é protegido por chaves e senhas, dificultando esta prática”. Para ele, a concorrência nesta área não é muito leal. “Representantes no anseio de fechar uma venda acabam falando besteiras sobre os concorrentes”, avalia. Salgado endossa que a concorrência é bastante acirrada, mas explica que ela varia de Estados e de cidades também. “Aqui em Manaus (AM) pelo trabalho desenvolvido junto aos restaurantes, no início como software de automação e frente de loja e depois como provedor de solução, o nosso sistema tem cerca de 95% de softwares de automação instalados. O que na prática faz com que o nível da concorrência suba para patamares de qualidade elevados”, defende. 
   A Doctor Computer só comercializa no segmento de automação de restaurantes os programas Colibri Food (programa de frente de loja) e o Girrasol Food (programa de retaguarda) . Os softwares da INFO COOK atuam nas seguintes áreas de gerenciamento: controle de clientes e de estoque, fornecedores e financeiro. A empresa comercializa softwares para restaurantes, delivery e buffet. Outras empresas do ramo de automação foram procuradas pela redação de
os programas e os equipamentos definidos. Efetuam-se as mudanças estruturais no estabelecimento para adequá-lo automação a ser implementada e/ou aos novos processos que serão implementados. “Realiza-se o treinamento, que é parte fundamental para a operação correta dos softwares e equipamentos, pois o sistema será útil para gerir com eficiência o negócio se for alimentado com informações precisas”, adianta Salgado. É feita então a parametrização do software, com dados dos produtos, composição dos pratos, cadastro de fornecedores e de clientes, custos etc. Estabelece-se a política de segurança dos dados – backups, programas antivírus e nobreaks. 
  
3) Implementação – Mesmo que prioridade do estabelecimento seja a agilizar o atendimento ao cliente no salão é recomendável iniciar o processo de implantação pela retaguarda, na opinião de Salgado. “Isso porque as informações geradas na frente da loja automatizada serão aproveitadas se a retaguarda já estiver preparada. Irá controlar o estoque, analisar o perfil da clientela e a rentabilidade dos itens”, explica. Em seguida, deve acontecer a implantação nas áreas financeira e administrativa, tornando mais fácil saber a real situação das finanças do estabelecimento. “Com esses setores concluídos, pode-se automatizar o salão, que já contará a partir retaguarda com todos os produtos comercializados pelo restaurante”. 
   Salgado adverte ainda que mesmo após a automação concluída não se deve dispensar a empresa ou o profissional responsável. “Computadores estão sujeitos a falhas e pessoas que trabalham com eles também podem não otimizar todos os seus recursos”. Muita atenção: no contrato de implantação é bom prever o acompanhamento inicial. “Aconselhamos até que o restaurante dentro do seu escopo financeiro mantenha contrato de assistência técnica para os equipamentos e o software”.

COMPRANDO A LEBRE E DISPENSANDO O GATO Sim, em todos os segmentos de produção de software há pirataria. No caso específico dos softwares que 









 

disponíveis no mercado que permitem gerenciamento remoto através da Internet, inclusive controle de franquias por meio de câmeras, de acordo com Salgado. Sergio acrescenta que o software oferecido por sua empresa está na Internet (www. infocook.com.br) para apresentação e download da versão demonstrativa.






















Cozinha Profissional, mas não responderam à entrevista até o encerramento desta edição.

RETORNO DA IMPLANTAÇÃO É preciso distinguir dois momentos para compor o investimento, de acordo com Salgado: o custo do software e o da implementação de frente de loja e de retaguarda. Os preços aumentam em função do porte do restaurante, das soluções tecnológicas implementadas e do volume de serviços necessários para operacionalizar a utilização do software pelo estabelecimento. “É de bom alvitre lembrar que esses são os investimentos com softwares, ainda há o investimento com microcomputadores, ECF, TEF etc”. Sergio atesta que o retorno do investimento para o cliente é muito rápido. A agilidade no atendimento cresce, aumentando também a rotatividade do restaurante. O controle fica muito mais preciso evitando desperdícios e a prática de desvios tanto de material como de caixa é dificultada. Salgado também concorda: se o sistema for utilizado adequadamente e todas as suas opções forem exploradas, a relação custo-benefício torna-se altamente atrativa, diluindo o investimento mais rapidamente. 
   Atualmente, existem inúmeras ferramentas
 “O gerenciamento a distância estará disponível na versão Call Center e deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2004, após vários testes reais em clientes-piloto que nos procuraram para o desenvolvimento”.
Salgado garante que a procura por softwares de gerenciamento apresenta uma tendência de crescimento em função de dois fatores: 1) o advento do convênio ICMS 57/95 tornou obrigatório o uso de ECF, o que aumentou a procura, mas a maioria dos clientes não usa nem 70% do que o software pode fazer para administrar o seu negócio; 2) com o aumento da concorrência e a elevação de custos fixos e variáveis, muitos restaurantes têm se voltado para a retaguarda, como forma de controle e de manutenção das margens de lucro. “Esses dois fatores combinados devem determinar o aumento de vendas, principalmente a partir de 2004”. Sergio estima que, atualmente, a procura por softwares de gerenciamento de restaurante alcança uma média mensal de 90 proprietários e uma média de vendas de 30 cópias por mês. (WS) 

Contatos: Luiz Carlos Guimarães Salgado – doctori_computer@hori
zont.com.br 
Sergio Pchevuzinske – infocook@infocook.com.br

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